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WORKSHOPS ABOUT SITUATIONS, SPACES AND FICTIONS: TWISTING AND BENDING, SLIGHTLY OVERSTRETCHING
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Instructions for Seduction and Inclusion

A workshop by The Involuntary Art Committee

Hamburg:
Textem-Büro, Schäferstraße 26, 20357 Hamburg
Sat, 24 August 2019, 3 - 8 pm (incl. break)
Sun, 25 August 2019, 3 - 6 pm

Berlin:
Hopscotch Reading Room, Kurfürstenstraße 14 (in the courtyard), 10785 Berlin
Wed, 28 August 2019, 5 – 10 pm (incl. break)
Thur, 29 August 2019, 5 - 8 pm

The Involuntary Art Committee is inviting you to join it on its endeavour to insert a level of personal affection into the great narratives of society. To do so it proposes a number of practical exercises that will lead to delicate interventions in books / public libraries.
"How To: The Flow of Spirit in Order to Master the Unbridgeable" invited The Involuntary Art Committee to shift power and boundaries, bodies and looks, architectures and narratives. In response to the invitation the IAC suggests a workshop underlining seduction as a pragmatic infiltration in everyday life. Seduction as a way to create networks and relations:

* We propose to dance with the monoliths to find their branches and rhythms: to shake the great stones of time before returning them discreetly to their place as if no one had ever touched them. We want only to hear and share deep secrets.

Workshop language is English, max. 12 participants, please register via howto@cafebalticbar.com

The Involuntary Art Committee created this workshop upon the request "How To: The Flow of Spirit in Order to Master the Unbridgeable", a publication as manual for collectivity, games and subversion.
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OFICINAS NO RIO DE JANEIRO, JULHO 2019
10 JULHO 2019, 19H
Apresentação de livro com Fundo Duplo, faça você mesmo | Lições de Exu e Coiote (Vinicius Portella)
11 JULHO 2019, 14H
Oficina de Percepção Brincadeira no Espaço Público (Oliver Bulas)
12 JULHO 2019, DAS 14H ÀS 18:30H
Roupas Vistas a Partir da Costura (Andreas Eschment). Conhecimento em costura ou no desmanchar de costuras não são obrigatórios, mas sem desvantagem
13 A 14 DE JULHO 2019
Uma oficina de fazer-e-comer-pizza em que se explora acidentes, processos e efemeridades (Kunstverein St. Pauli) Lugar: Lídice, Serra de Angra dos Reis. Partida: 12 jul, 19h, Retorno: 14 jul, 21h. O ponto de encontro será anunciado no momento da inscrição, comida básica e transporte serão cobertos
15 JULHO 2019, DÀS 10H ÀS 16H
Sobrevivência na Ruína – Oficina (Sebastian Stein) em inglês.
Capacete, Rua Benjamin Constant, 131–Glória
Por favor registre-se: howto@cafebalticbar.com
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Lições de Exu e Coiote (e alguns experimentos ruidosos)(Vinicius Portella)

(*)
O coiote ou trickster, como encorporado nos relatos do Sudoeste nativo norte-americano, sugere a situação em que estamos quando entregamos a maestria mas continuamos buscando fidelidade, sabendo o tempo todo que seremos enrolados. Talvez nossas esperanças para accountability, para política, para ecofeminismo, se viram para uma revisão do mundo como programador trickster com o qual temos que aprender a conversar. Donna Haraway

Eu vou pedir para que participem em alguns experimentos de conjuração. Isto é dito literalmente, nem como piada e nem como tradição mística ou esotérica pretensa. Pediram para que eu escrevesse essas instruções por causa do meu interesse em figuras míticas 'trickster'




(isto é, trapaceiros ou malandros, como Coiote, Hermes, Exu, Anansi, Makunaíma, Loki), então preciso falar um pouco deles antes de dar as intruções para performance. A ideia não é que sou eu dando as lições aqui.

Estudei essas figuras por anos, mas não acredito em um único arquétipo do trickster. Embora um aspecto desviante sistemático seja comum a todos eles, isto pode se dar tanto como uma forma de criar e nomear as coisas quanto como uma forma de destrui-las e mudá-las.

Somos governados por uma série de protocolos de comunicação. A algoritmização massiva da vida cotidiana transformou boa parte dos atos sociais em itens computáveis para digestão e reprodução de valor.
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E embora a internet ainda seja uma sopa vasta de metabolismo imagético mais ou menos selvagem, nossas ecologias de atenção são rigidamente determinadas por alguns protocolos controlados de interação pertencentes a um punhado de corporações. Nossa simbiose com nossos celulares tornou os ritmos da nossa coreograia coletiva geral ainda mais contritos e previsíveis do que já eram. Que papel, então, pode a improvisação desempenhar em perturbar essa coreomania demente? Nenhum. Mas o Coiote ainda assim nos ensina a fazer as coisas errado.

A improvisação sozinha não pode trazer mudança coletiva, mas pode lhe dar, no mínimo, uma descarga da panela de pressão da individualidade. Coiote se esgueira por qualquer fissura, ele é ardiloso com seu corpo e com suas circunstâncias (sabe até usar os excrementos destramente).
Coiote pode nos ensinar uma recusa da maestria, uma aceitação dos materiais que você tem disponíveis para manipulação assim como um ímpeto de ir, pelo seu uso indevido, radicalmente além deles. Coiote nos ensina tanto a recusar a maestria quanto a tentar improvisar um tanto de controle sobre suas circunstâncias materiais. Temos que nos virar com o que temos, mas para que isso funcione temos que virar o que temos do avesso. Você não deve se enganar, você vai falhar, Coiote escarnece sem ironia alguma. Mas você também precisa se enganar: não há opção senão tentar.

Isso nos leva a Exu, ele próprio feito de centenas de rotas. Eu quero trazer Exu à sua atenção porque sinceramente acredito que ele possa nos ensinar a todos algumas coisas sobre comunicação, fronteiras e limites.
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Embora eu seja um tanto cético estou bastante convencido de que ele existe (no mínimo: de que o seu nome descreve forças reais). Há muitos tipos de Exu, cada um com seu domínio e atributos. Mas ele é antes de tudo uma entidade comunicativa que preside encruzilhadas (como Hermes). Exu é aquele com quem você precisa conversar antes de fazer qualquer coisa, aquele que irrompe em novos caminhos, novos circuitos, o mediador entre nós e os espíritos. Ele fala todas as línguas, habitando e transcendendo toda fronteira.
Palmira de Iansã, mãe de santo Ketu, o chama de "princípio de revolução." Ele é o redemunho, o vórtice, aquilo que começa uma cascata de consequências lineares que pode facilmente escapar do nosso controle.

Laroiê,
eu respeitosamente peço por uma entrada (e não necessariamente por uma saída)

EXPERIMENTOS

Uma conjuração traz à tona sua própria rede constitutiva (este é um conceito inventado agora com base em etnografia nenhuma). Um ato deliberado de revelação coletiva consegue trazer uma nova realidade social? Geralmente não por muito tempo, não sem um império para te sustentar. Mas vamos tentar levar isso a sério por um segundo. Alguns teoristas chiques gostam de usar palavras como 'hiperstição' para descrever o poder de ficções de tomar a realidade. Mas já temos à mão a palavra 'mito'.

Todos concordam que precisamos de narrativa (ou seu nome da moda, story-telling), mas romances não vão nos ajudar em nada (não com a rapidez que precisamos, ao menos), por importante que seja a ficção científica como caixa de ferramentas especulativa.
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Que tipo de manipulação estamos abandonando por causa de moralismo liberal cada vez mais defunto? Política, o que quer que seja, não é um jogo de cavalheiros. Nem toda mitologia política redunda na figura patriarcal autoritária, como as corajosas mulheres de Rojava continuam a demonstrar, contra as expectativas. Qualquer que seja a forma assumida pelo desejo coletivo, ela é sempre mítica (porque isto é o que é a mitologia, historias que movem corpos)

Proponho três experiências alternativas de conjuração. A primeira é um experimento não-controlado de um ciclo de caô. Caô quer dizer mentira (mais ou menos) e é como "caos" se pronuncia em francês. Os experimentos ficam mais difíceis, mas não são obrigatórios.

Experimento 1 -Há três papéis. Os primeiros dois devem começar uma conversa num lugar público onde possam ser ouvidos.
Os primeiros devem falar como se estivessem muito animados. O diálogo deve ir nessas linhas: -Então você ouviu falar sobre esse jogo que os novinhos coreanos tão jogando? Eu fiquei de cara quando descobri.

-Não.

-Começou em escolas privadas, uns moleques bem rico. O único jeito de começar a jogar é mandar fotos de você usando algo de uma lista de roupas exclusivas, de luxo. Eles começam a te dar tarefas, algumas um pouco desviadas, tipo roubar algo barato. E sugere que você tá progredindo, e entao fica mais difícil. Acaba que o jogo começa a envolver dar coisas pros outros. Roupa, tablet, videogame. E depois as coisas dos seus pais, joias e carros. Números de cartão. Para estranhos, saca. Mendigos.
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Aqueles que se recusam sao atormentados com uma onda de culpa. Imagens bem gráficas de extrema miséria, coisas assim.

-Mas quem tá fazendo isso?

-O artigo não especulava, alguns especialistas pensam que pode ser propaganda comunista do norte. Mas agora se espalhou nesses hospedeiros jovens que replicam sua lógica nem coordenação. E parec que a maioria das crianças que avançam no jogo descrevem um sentimento muito físico de nojo com riqueza.

-Nojo?



-Eles vomitam sempre que tão em algum lugar chique.
Parece que o nojo é induzido por técnicas sofisticadas de manipulação emocional.

Uma terceira pessoa interrompe

-Desculpe interromper. Eu nunca faço isso. Mas o que você descreveu agora é a trama de um filme. "Vírus vermelho". Não é um fenômeno real de jeito nenhum.

-Só porque é um filme não quer dizer que não seja real.

-Quer dizer exatamente isso. A não ser que seja um documentário, e não é.

-Quando que o filme foi feito? Talvez eles tenham pegado a ideia daí

-É um filme recente, aposto que você se confundiu.
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-Não, isso tá acontecendo agora. Na Coreia. Pesquisa aí.

Nesse ponto, as duas pessoas devem trocar de visão e continuar discutindo. Depois de uma discussao curta e bem-humorada, as duas pessoas devem concordar alegremente que o fenômeno não era real ainda mas poderia se tornar real se eles dois acreditassem naquilo o bastante. Eles se abraçam de uma maneira emocionada e prometem que vão mudar para a Coreia e começar a se organizar nesse sentido. O sinal se faz do ruído, e para o ruído ele retorna.

Experimento 2: Monte uma rede segura e distribuída para compartilhamento global de arquivos sobre arte, ativismo e teoria política radical. Mantenha essa rede ativa pelo resto da sua vida ativa.
Experimento 3: Junte-se em grupos de cinco pessoas. Vocês devem fingir que estão estabelecendo uma comuna ou uma municipalidade autonôma de algum tipo. Você pode chamar TAZ ou ZAD ou Thélème, se quiser. Descubram entre vocês as oportunidades e os riscos que cada grupo particular comporta como campo relacional. A que ecologias de práticas estas pessoas pertencem? Daonde elas vem, são mais vulneráveis ou mais privilegiados? Daí quem se sentir inclinado deve apresentar problemas nos quais está trabalhando agora (de qualquer natureza). Com sorte não serão todos artistas,mas se todos forem, que espécie de materiais, métodos e atos performativos podem ser combinados de cada parte do grupo em um elemento estrangeiro emergente?
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Oficina de uma Percepção Brincadeira em Lugar Público (Oliver Bulas)

Brincadeira é a palavra em português para jogo, piada ou trote. Uma pessoa que faz brincadeiras tem uma atitude danada, zoeira. Schadenfreude é prevalente em situações de trabalho, como sao desejos destrutivos e atitudes atrevidas. Espontaneidade e improvisação também desempenham um papel. Frescor de pensamento é chave, junto com poderes precisos de observação necessários para fazer a coisa certa (isto é, errada) em um instante. A habilidade de improvisar é muitas vezes o único recurso em uma situação desesperançosa (uma estratégia conhecida como gambiarra no Brasil).

O mecanismo envolvido pode estender as fronteiras e limitações



de um ambiente ou relação (do que é possível dizer ou fazer). Relaciona-se com o prazer da provocação, a alegria de testar limites. Talvez a atitude geral seja melhor resumida pela questão "como posso expressar meu poder para moldar a situação de uma maneira mais favorável?" O que nos traz à imaginação, fantasia e especulação, os meios pelos quais o potencial dentro de uma situação podem ser trazidos à superfície.

Jogar uma brincadeira é muitas vezes uma maneira de atravessar um limite - iniciar uma relação, por exemplo, ou fazer uma ponte entre uma distância. Isto é feito pela introdução de um jogo, piada ou frivolidade dentro de uma dada situação social. Em muitos casos a brincadeira revela uma piada que já está escondida em uma determinada situação. Estratégias possíveis incluem:
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-confusão (violar convenções, dizer o oposto do que se espera)
-exagero
-imitação
-cantar - fazer música
-usar humor

Gestos assim, em muitos casos, serão serguidos de sorriso ou gargalhada, assim desmontando o potencial para conflito dentro de uma situação - o que equivale a dizer "foi só uma piada". Isto é precisamente a estratégia de vai-e-vem errático que agentes reacionários gostam de empregar para erodir códigos e convençõs burgueses. Vamos performar brincadeiras durante a oficina. Adotar uma atitude de brincadeira enquanto nos movemos pelo espaço público pode aumentar seu nível de atenção para o seu ambiente e as pessoas ao seu redor; pode também diminuir o limiar para interação, tornando-o tangível.

Pode em alguns momentos te fazer sorrir de maneira involuntarária diante de uma eventualidade imprevista e humorosa. Se exercido com um certo grau de persistência e duração, você chega em uma atitude jeitinho, oferecendo um nível de atenção mais alto, uma consciência mais aguda da situação e das oportunidades que ela apresnta, uma porosidade maior de fronteiras sociais e uma autonomia mais pronunciada em sua navegação do espaço público, estendendo o escopo de ação.

Por favor considere com cuidado os passos seguintes como meios de entrar em um estado de percepção brincadeira. Tenha em mente que fronteiras podem muitas vezes agir como uma forma de proteção contra violação:
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1.Ande com um passo constante no mei de ruas cheias ou apinhadas.

2. Mantenha os olhos abertos para coisas que acontecem ao seu redor.

Observe pessoas e suas interações. Considere cuidadosamente objetos, arquitetura e situações.

3. Comece a imaginar como você pode interagir com essas pessoas,objetos e arquitetura. Tente adotar uma atitude safada ou desobediente. Imagine, por exemplo, como você pode pode enfatizr uma característica por meio de uma ação ou fala. Imagine imitar alguém, enganá-la (brincadeira), ajudá-la ou simplesment ser gentil com ela. Se encontrar uma situação frágil ou um ato de equilíbrio, fantasie formas de interação que possam manobrar a situação em uma direção ou outra.
4.Comece a especular a respeito do alcance e riqueza de possibilidades que lhe cercam. Imagine atravessar barreiras, tornar-se próximo de novo da intimidade, reduzir ou desconsiderar distâncias - suspendendo os esforços de separação e construção de barreiras.

5.Observe suas próprias tendências de malandragem destrutiva e prestativa. Tente encontrar uma maneira de cultivar sua própria perspectiva.
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Roupas vistas através da costura (Andreas Eschment)

São principalmente as costuras que prendem nossas roupas aos nossos corpos. Elas conectam os componentes singulares do tecido para produzir uma forma que complementa o corpo humano. Com o uso freqüente de roupas, desenvolve-se uma relação com a cor e a textura do material. No entanto, as suturas geralmente permanecem fora de vista. Esta oficina focará especificamente nas costuras.

As costuras são uma necessidade técnica dentro da produção têxtil e, portanto, são projetadas da maneira mais eficiente possível. A costura só ganha importância quando se desmancha e, portanto, se abre. Na verdade, a costura é muitas vezes destinada a ser invisível. O que pode levar a uma camada dupla ou tripla de tecido no avesso, onde toca o corpo humano. Desta forma é percebida, talvez até perturbadoramente.



No início da oficina, tentaremos observar as costuras de roupas diferentes com nossos vários sentidos. Como é a visibilidade das costuras? Como elas sentem na pele? E como quando são traçadas com os dedos? Quais são os diferentes tipos de pontos? As costuras têm uma função decorativa? As costuras cheiram depois de algum tempo de uso?

Na segunda parte, desmancharemos as costuras e tentaremos juntá-las novamente de uma nova maneira. Como abrir uma costura da melhor maneira, mais rápida ou mais ruidosamente possível? Como costurar uma nova costura da maneira mais rápida? À mão ou com a máquina de costura? Qual é o resultado quando juntamos as peças separadas de diferentes roupas desmontadas para formar uma nova peça de roupa?
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Quando as costuras seriam o foco principal, onde elas seriam idealmente colocadas?
Existe uma técnica de fabricação talvez mais difícil que, por outro lado, exalta melhor as costuras?

Para esta oficina todos os participantes devem levar as seguintes roupas quando possível:
Uma com costuras muito óbvias, ou ao contrário, com costuras quase invisíveis. Assim, podemos olhar as diferentes maneiras pelas quais as costuras são feitas. No início da oficina, tentaremos observar as costuras de roupas diferentes com nossos vários sentidos. Como é a visibilidade das costuras? Como elas sentem na pele? E como quando são traçadas com os dedos? Quais são os diferentes tipos de pontos? As costuras têm uma função decorativa? As costuras cheiram depois de algum tempo de uso?
Na segunda parte, desmancharemos as costuras e tentaremos juntá-las novamente de uma nova maneira. Como abrir uma costura da melhor maneira, mais rápida ou mais ruidosamente possível? Como costurar uma nova costura da maneira mais rápida? À mão ou com a máquina de costura? Qual é o resultado quando juntamos as peças separadas de diferentes roupas desmontadas para formar uma nova peça de roupa?
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No Lixão 19/20. Aquecimento (Kunstverein St. Pauli)

Embora os resultados do desenvolvimento urbano sejam em grande parte previsíveis e estáticos, os espaços intermediários surgem tanto no processo de transição quanto nas margens locais. Estranhas paisagens provisórias surgem das pilhas de detritos acumulados. Materiais de construção abandonados sem função clara,assim como construções improvisadas sugerem uma arquitetura de vanguarda coberta não descoberta*. Poderiam as imagens e formas artísticas explorar o potencial desses acidentes, processos e efemeridades? Poderiam as suas qualidades tornar-se mais inteligíveis e comunicáveis?



Gostaríamos de propor a instalação de um forno em uma área de terreno baldio urbano, a fim de assar pizzas e começar a abordar essas questões. Nesse campo de jogo metafórico onde a pizza é feita e a pizza é comida, a pizza é feita e a pizza é comida,** onde a fala é síncrona e a audição é simultânea, semelhanças e divergências de experiências e idéias serão trazidas à luz.
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Sobrevivência nas RUÍNAS - Oficina (Sebastian Stein)

É um mundo estranho. Cada parte parece estar desmoronando, desmoronando, caindo e caindo aos pedaços. Um sempre presente bling-bling de superfícies estilosas encobre uma parte inferior de ruínas e coisas arruinadas que compõem o mundo, dentro do qual temos para sobreviver.

Nossa fixação com a sobrevivência tem algo da qualidade da ficção científica sobre ela, do futurismo sombrio ou de uma ecologia especulativa das coisas. O instinto de sobrevivência é, na maior parte, entendido de forma pragmática, como uma tentativa de nos sustentar dentro de um conjunto de circunstâncias já bastante difíceis, por medo de ficar ainda pior.



As estratégias de sobrevivência de hoje estão, como conseqüência, preocupadas com uma continuação projetiva do presente ou uma fuga para um passado imaginado. É uma visão de distopia, uma luta contra os outros, um pragmatismo fetichizado. Apegando-se a um presente sem futuro, nossos corpos se esforçam para sobreviver um pouco mais diante de uma morte já acenante.

Mas e se descobríssemos que o mundo já acabou? E se aceitássemos que vivemos em uma ruína pós-apocalíptica há algum tempo? E se compreendêssemos que, ao tentar sobreviver a este mundo, ajudamos a mantê-lo vivo?
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Tal entendimento poderia levar a uma compreensão diferente do que significa sobreviver. O desejo pragmático de viver através das condições presentes ainda surgiria, mas
a) sem cair no sonho de um mundo passado e supostamente melhor que estava cheio de harmonia e estabilidade, um tempo antes de todas as crises e catástrofes, onde ainda existia algo como uma natureza eterna em que não estávamos implicados, e onde poderíamos viver em harmonia. Seria, sim, uma questão de
b) procurar sobreviver não para viver como antes, mas para viver as condições de hoje, para entender essas condições sem ficar preso nelas - sem, isto é, se tornar uma parte funcional delas. Essa compreensão da sobrevivência viria a existir com o objetivo de
c) buscar maneiras de sair da situação atual que não perpetuem esses modos de pensamento e ação que pertencem ao mundo arruinado. Seria sobre d) encontrar outros modos (experimentados e testados, esquecidos ou outros) capazes de perceber e reconhecer o mundo em seu estado de pós-ruína, e talvez permitir que surjam diferentes meios de sobrevivência.

O workshop começará com alguns textos curtos juntos e conversando sobre eles, a fim de entender melhor as condições atuais de ruína; a partir daí, será sobre desenvolver e testar uma pontuação para incorporar performativamente nosso emaranhamento no presente arruinado e o que poderia ser deixado para nós fazermos (mesmo que seja da maneira mais mínima ou humilde).

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Por favor enviar e-mail para howto@cafebalticbar.com para receber os textos antecipadamente.

Com Sebastian Stein, que tem sede em Hannover, onde organiza eventos na ruine hq.